Sem Dr. Daniel e Hana Ghassan em debate, Araceli Lemos defende cancelamento da concessão de água no Pará
Araceli Lemos, do PSOL, concede entrevista à TV Norte SBT Pará, após Dr Daniel e Hana Ghassan se ausentarem em debate. Reprodução / TV Norte SBT Pará A ca...
Araceli Lemos, do PSOL, concede entrevista à TV Norte SBT Pará, após Dr Daniel e Hana Ghassan se ausentarem em debate. Reprodução / TV Norte SBT Pará A candidata ao governo do Pará pelo PSOL, Araceli Lemos, afirmou que vai cancelar o contrato de privatização da água e do esgoto, se eleita no Pará. As declarações foram feitas em entrevista à TV Norte SBT Pará nesta sexta-feira (18). "Uma das primeiras medidas será rever esse contrato de privatização. Colocar abaixo esse contrato, porque contrato em que tem duas partes que assinam e uma não cumpre com a sua responsabilidade, é passível sim de ser revisto", afirmou Araceli. Araceli compareceu à sede da TV Norte SBT Pará, em Belém, para participar de um debate com outros postulantes à chefia do Executivo estadual. No entanto, os demais convidados — a atual governadora Hana Ghassan (MDB) e o ex-prefeito de Ananindeua, Dr Daniel (Podemos) — não compareceram. Segundo a emissora, o candidato Dr Daniel não havia confirmado participação. Hana Ghassan, de acordo com a emissora, confirmou presença e, uma hora antes do início do debate, a assessoria enviou um e-mail cancelando a participação sob a justificativa de "incompatibilidade de agenda". ✅ Receba as notícias do g1 Pará direto no WhatsApp Araceli Lemos se reúne com grupos de mulheres durante agenda em Belém As outras três candidatas na disputa são Gal Leite (UP), Ruth Reis (Democrata) e Well Macêdo ficaram de foram porque seus partidos, federações ou coligações não possuem o mínimo de cinco representantes no Congresso Nacional — critério utilizado na realização do debate. A entrevista de Araceli teve cerca de 26 minutos e teve formato adaptado devido à ausência dos concorrentes. Ao longo do momento, ela respondeu perguntas do jornalista Ranier Bragon, do SBT News de Brasília, sobre saneamento, segurança, corrupção e alianças políticas. Veja como foi: 🎙️ Saneamento básico e concessão de água A candidata do PSOL criticou a ausência dos concorrentes e falou de propostas. No saneamento, ela classificou a situação do setor no estado como "a maior crise de água já existente no Pará", apontando problemas como mau cheiro, gosto ruim na água que chega às torneiras e cobranças indevidas, inclusive sobre poços artesianos cavados pela própria população. "Nós vamos rever, nós vamos colocar abaixo esse contrato e vamos investir numa companhia que leve água para todas as famílias", disse Araceli. 🎙️ Avaliação da gestão do PSOL em Belém Ao ser questionada sobre a impopularidade da gestão do exprefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL), Araceli argumentou que a capital padece de uma limitação orçamentária severa e que necessita de parcerias com as esferas estadual e federal. Segundo ela, a prefeitura de Belém sofreu um "boicote" e um "movimento de puxação de tapete" por parte do governo do estado. 🎙️ Combate à corrupção Como proposta para combater desvios, a candidata prometeu implementar mecanismos de transparência ativa, fiscalização rigorosa de obras públicas e a criação de canais de participação popular regionalizada para que a própria população decida as prioridades orçamentárias e fiscalize a aplicação dos recursos. 🎙️ Segurança pública e feminicídio A candidata alertou para o crescimento de 24% nos casos de feminicídio no Pará e criticou a atual estrutura de proteção às mulheres. Segundo ela, dos 144 municípios do estado, apenas cerca de 25 contam com Delegacias da Mulher (DEAMs), e somente quatro funcionam 24 horas. "O meu governo vai ter delegacia em todos os municípios. No meu governo vai ter delegacia funcionando 24 horas. No meu governo vai ter política de prevenção, porque mais do que combater, do que chegar na consequência, é evitar que a mulher seja assassinada", propôs Araceli. Ela também defendeu a criação de linhas de crédito para a autonomia financeira de mulheres vítimas de violência e a construção de casas-abrigo estaduais. 🎙️ Alianças nacionais e apoio a presidenciáveis Araceli comentou sobre, segundo ela, o crescimento da extrema-direita no Pará, atribuindo parte dessa ascensão à falta de posicionamento firme do atual governo estadual e da candidata Hana Ghassan sobre apoio na Presidência. Ela também criticou o Partido dos Trabalhadores (PT) por ter se coligado à família Barbalho no estado, classificando a decisão como um "equívoco histórico". A candidata destacou que o PSOL apoia formalmente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição na Presidência da República pelo PT, e foi o primeiro partido a inaugurar a "Casa Lula" no Pará, realizando a campanha do presidente desde a pré-campanha. Nas considerações finais, Araceli Lemos destacou a trajetória como professora e filha de um operário da Cosanpa, além de prometer um salário mínimo regional de R$ 2.200; e zerar o tempo de espera por exames e consultas especializadas. 📅 Calendário O primeiro turno das eleições está marcado para o dia 6 de outubro. Em caso de segundo turno, a votação será realizada no dia 27 de outubro. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Leia mais em Eleições 2026 no Pará