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Morre irmã Henriqueta, defensora dos direitos humanos e conhecida pela luta contra abuso infantil no Marajó; 'heroína brasileira', diz atriz Dira Paes

Dira Paes e irmã Henriqueta com a camiseta do Instituto Dom Azcona Redes sociais/Reprodução Morreu neste sábado (10) a defensora dos direitos humanos irmã ...

Morre irmã Henriqueta, defensora dos direitos humanos e conhecida pela luta contra abuso infantil no Marajó; 'heroína brasileira', diz atriz Dira Paes
Morre irmã Henriqueta, defensora dos direitos humanos e conhecida pela luta contra abuso infantil no Marajó; 'heroína brasileira', diz atriz Dira Paes (Foto: Reprodução)

Dira Paes e irmã Henriqueta com a camiseta do Instituto Dom Azcona Redes sociais/Reprodução Morreu neste sábado (10) a defensora dos direitos humanos irmã Marie Henriqueta Cavalcante. Segundo o Instituto de Direitos Humanos Dom José Luis Azcona, ela foi vítima de um acidente de carro na BR-230, rodovia Transamazônica, enquanto ia de Campina Grande para João Pessoa, na Paraíba. A irmã presidia o Instituto Dom Azcona, que leva o nome do bispo emérito do Marajó que morreu em 2024. Ambos se tornaram símbolos da luta contra o tráfico humano e a exploração sexual infantil no arquipélago do Marajó. O corpo de Henriqueta será trasladado até Belém, e depois, será levado a Soure, no Marajó, onde deve ser sepultado. Até a noite deste sábado (10) não havia detalhes horário do velório e sepultamento. "Irmã Henriqueta certamente está em paz na luz eterna, junto ao amado bispo Dom Azcona", diz em nota o Instituto Dom Azcona ao lamentar e informar sobre a morte. 'Heroína brasileira' Amigos e admiradores de seu trabalho lamentaram, incluindo a atriz Dira Paes, que no filme 'Manas' viveu uma delegada inspirada em irmã Henriqueta. "Me despeço da minha amiga Irmã Henriqueta, uma heroína brasileira que dedicou sua vida em defesa dos direitos das crianças e adolescentes. [...] Dona de um dos abraços mais afáveis, uma confiança que motivava e uma força que se reconhecia só de olhar", disse a atriz em uma rede social. Irmã Henriqueta era defensora dos direitos humanos e ativista desde 2009. Ao longo de seu trabalho, sofreu ameças de morte. Por isso, estava incluída no programa de proteção para defensores dos direitos humanos há mais de uma década. "Ela abriu mão de ter uma vida pessoal para se doar aos que mais precisavam de ajuda. Empenhada na busca pela justiça e paz, dedicou sua vida a ajudar os outros, principalmente os mais vulneráveis, e ao combate ao abuso e exploração infantojuvenil, tráfico de pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, violência contra mulher e idosos, racismo e discriminação por qualquer meio", diz ainda a nota dos Instituto Dom Azcona. Irmã Henriqueta no velório de Dom Azcona: os dois se tornaram símbolos da luta contra tráfico humano e abuso infantil no Marajó. Reprodução / TV Liberal A religiosa também foi membro da Comissão de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). "Durante esses anos de total dedicação, Irmã Marie Henriqueta Ferreira Cavalcante tem feito um esforço contínuo para enfrentar, principalmente, crimes que violam a vida de tantas crianças e adolescentes que são violentadas sexualmente, assim como de jovens e adultos que são submetidos ao tráfico de pessoas. O que tem causado risco para sua própria vida", informou a CNBB em uma nota emitida em 2013 em solidariedade e apoio à irmã. Trajetória inspirou personagem em filme O trabalho de irmã Henriqueta contra a violência no Marajó é inspiração para muitas pessoas que atuam na área e também foi na arte: no filme Manas, a delegada vivida pela artista Dira Paes foi inspirada na trajetória de Henriqueta. A irmã, inclusive colaborou com o filme. "Emociona ver nosso trabalho contra a exploração sexual no Pará nas telas, alcançando tanta gente", afirmou Henriqueta em entrevista em abril de 2025, quando o filme estreiou em Belém - reveja no vídeo abaixo: "Manas" tem pré-estréia em Belém VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA