Justiça determina medidas urgentes contra lixão a céu aberto em Medicilândia, no Pará
Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Justiça determinou que a Prefeitura de Medicilândia, no sudoeste do Pará, adote medidas imediatas para enfrentar a...
Veja os vídeos que estão em alta no g1 A Justiça determinou que a Prefeitura de Medicilândia, no sudoeste do Pará, adote medidas imediatas para enfrentar as irregularidades ambientais e sanitárias causadas pelo lixão a céu aberto do município. A decisão liminar (provisória) foi publicada na última quarta-feira (28) pela Vara Única da Comarca de Medicilândia, atendendo a uma ação do Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), representado pela promotora de Justiça Rayssa Kelly Duarte de Paiva Firmo. Na decisão, o Judiciário destacou que a manutenção do lixão, em desacordo com a legislação ambiental, representa uma irregularidade contínua e uma afronta ao direito constitucional de um meio ambiente ecologicamente equilibrado. ✅ Clique e siga o canal do g1 PA no WhatsApp A prefeitura deve elaborar um plano de controle e mitigação dos danos ambientais, além de organizar a transição para uma destinação final adequada dos resíduos sólidos. O município também deverá apresentar um cronograma de execução que evite a continuidade da degradação ambiental e o colapso no sistema de coleta de lixo. O documento ressalta que a Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010) estabeleceu prazos para a erradicação dos lixões no país, que não vêm sendo cumpridos em diversas localidades. O que diz a ação do MPPA? A Ação Civil Pública ambiental foi proposta pelo Ministério Público para regularizar a política pública de gestão de resíduos sólidos em Medicilândia, após denúncias de moradores. MPPA obtém decisão favorável para adoção de medidas urgentes no lixão de Medicilândia. Divulgação/MPPA Segundo relatos da população, o lixão localizado no km 90 Norte da cidade, abriga descarte irregular de resíduos, queima frequente de lixo e proliferação de vetores, além de gerar fumaça tóxica e riscos à saúde e ao meio ambiente. Uma análise técnica feita por especialistas comprovou a inexistência de impermeabilização do solo, a falta de drenagem do chorume, a ausência de licenciamento ambiental e o risco de contaminação do solo e dos recursos hídricos da região. Diante da persistência do quadro irregular e da insuficiência das medidas administrativas tomadas pelo município, o MPPA entrou com a ação judicial que resultou na decisão desta semana. VÍDEOS: veja todas as notícias do Pará Confira outras notícias do estado no g1 PA